terça-feira, 17 de maio de 2011

Amor proprio !!

O amor próprio não existe no estado de natureza. É um sentimento que leva a pessoa a se achar melhor que a outra. O amor de si mesmo, por sua vez, está ligado ao instinto de auto preservação e leva a humanidade à virtude. É importante entender a diferença entre esses dois sentimentos.

Conhece-te a si mesmo?

O conhecimento humano mais avançado é o de si mesmo. Rousseau prefere a máxima “conhece-te a si mesmo” aos imensos tratados dos moralistas. Para conhecer a origem da desigualdade entre os homens, é preciso conhecer o próprio homem.
A alma humana é moldada nas vivências. 
Ela está irreconhecível, depois de ter sido influenciado de todas as formas por conhecimentos , erros e pelo impacto das paixões. 
Deus criou a alma com majestosa simplicidade. 
O desejo de auto conhecimento vem do homem, o civilizado, que acaba por ignorar-se. 
Rousseau critica a filosofia, que desde a antigüidade vem se contradizendo e pouco sobre as experiências necessárias para ver o homem natural e sua aplicação na prática.

segundo Rousseau...

As mulheres garantem a paz. Seu destino é governar o homem. São guardiãs dos costumes. Rousseau tira o exemplo das mulheres virtuosas da antigüidade.

Mulher !!

É mais claro que o sol, que Deus criou a mulher para domar o homem.
(Voltaire)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Aprendendo com as Crianças !!

Um brinquedo, uma roupa, a pequena cama – os objetos que cercam a vida de uma criança conservam a sua energia quando ela se ausenta para ir à escola ou viaja..
Há naquelas coisas uma vibração que se percebe no ar.”
A beleza da desordem... A desordem dos brinquedos espalhados pela sala; peças repletas de cores, sons, cantos arredondados e delicadeza.
A caminha desfeita, ainda aquecida, e lá novamente aquele desalinho sutil, terno, de pequenos cobertores e mantas sobrepostos, desencontrados e multicolores.
Tudo parece tão vivo, mesmo na ausência da protagonista daquele espetáculo radiante.
As crianças modificam os ares por onde passam. Modificam o sentido da vida dos mais próximos.
Poucos – pobres no sentir – resistem ao seu sorriso, que nos faz recordar com clareza como são os sorrisos sinceros (tão esquecidos nos dias de hoje).
Poucos passam por elas sem receber uma injeção de vida, de coragem, pois são mensagens vivas de Deus aos homens dizendo, quem sabe:
Sejam gratos pela oportunidade da vida! Ou: A Criação é um hino constante de alegria, não deixem de ouvi-lo dia após dia!
E elas, as crianças, são arautos dos Céus, que mantêm em nossa Terra a docilidade, a esperança, a pureza.
Muitos – pobres no sentir – talvez ainda vejam a infância apenas como um período de preparação para a vida real.
Lamentável conclusão - precipitada e dura.
O que é a vida real? Poderíamos perguntar.
A vida dos adultos que se esqueceram de sorrir, de brincar? Que se esqueceram dos verdadeiros objetivos que os trazem aqui?
A vida do ter, da busca desenfreada pelo tal sucesso?
Não creia que a dita vida real esteja nas coisas do Mundo, e nas conquistas materiais.
Quem sabe, se soubéssemos perceber melhor a rotina das crianças, notaríamos nuances fabulosas desta verdadeira vida real.
A vida dos detalhes, da simplicidade, do viver o momento, dos abraços, beijos e carinhos.
A vida da valorização da família, da gratidão aos pais, da atenção ao pequeno bichinho que passa de uma folha para outra no jardim.
As crianças nos trazem lições constantemente. Não somos nós, os adultos, que ensinamos a elas as coisas da vida, apenas.
Elas nos mostram caminhos, cores, espectros luminosos, da grande e verdadeira vida do Espírito.
* * *
E lhe trouxeram crianças para que as tocasse; os discípulos, porém, as repreendiam.
Vendo isto, Jesus disse-lhes: "Deixai virem a mim as crianças, não as proibais, porque destas é o Reino de Deus.
Em verdade vos digo, quem não receber o Reino de Deus como uma criança, de modo algum entrará nele".
E abraçando-as, as abençoava, pondo as mãos sobre elas.

Nossas Crianças !!

Por que uma criança nos emociona tanto? Por que seu sorriso, seus gestos meigos, nos conquistam rapidamente?
Quantas vezes não nos percebemos rendidos por uma graça infantil, pelo aceno ingênuo de uma criança anônima, a nos sensibilizar os sentidos?
A ingenuidade e graciosidade infantis muitas vezes nos levam à conclusão que nascemos como uma folha em branco, como um livro a ser escrito, como se isentos de maldades e livres das dificuldades morais da vida adulta.
Como Espíritos imortais que somos todos nós, a cada nova oportunidade que a vida nos oferece para renascermos, somos os mesmos Espíritos antigos, distantes da simplicidade e da ignorância, que retornamos para os desafios da vida.
Mas por que trazemos essa aura de ingenuidade e de pureza? Por que temos a impressão que a criança ao nascer nada traz em si de conhecimentos prévios?
O período da infância, a fase infantil é aquela onde a natureza oportuniza mais facilmente o aprendizado de coisas novas. E isso não se dá por acaso, desde que, para uma nova existência, todo um novo processo educacional se inicia.
Desta forma, o período infantil é o mais rico e o mais importante para a educação dos caracteres.
Será sempre na fase infantil que ocorrerão as melhores oportunidades para semearmos valores nobres, conceitos adequados.
Todo pai, todo educador deve estar atento para que não se desperdice esse período precioso de educação.
Educar está longe de ser o processo de satisfazer a vontade dos filhos, trocando o esforço de estabelecer limites pela comodidade de oferecer presentes, evitando incômodos.
Devemos aproveitar essa ingenuidade infantil para oferecermos as lições que serão roteiro de conduta para toda a existência.
Logo mais, nossas crianças crescerão e, ao adentrarem na adolescência, tomarão posse de outros valores, virtudes, defeitos, dificuldades e problemáticas que trazem impressos na alma.
Por isso é explicável que nossos adolescentes mudem tanto o comportamento nessa fase desafiadora da vida.
Assim, todo o esforço em educar nossas crianças deve ser levado a termo.
Devemos cuidar com desvelo e amor dos filhos que Deus nos emprestou, para que, em nome Dele, possamos ser o apoio e auxílio de todos aqueles que retornam aos desafios terrenos, sob nossa tutela.
*   *   *
Todo filho é empréstimo sagrado que deve ser valorizado e melhorado pelo cinzel do amor dos pais, para oportuna devolução ao genitor Celeste.
São bênçãos que chegam ao lar. Alguns, gemas brutas para lapidação. Compete-nos fazer a nossa parte e prosseguir tranquilos, na direção do futuro e de Deus, o excelso Pai de todos nós.

Um dos Recados de Deus !!

Aqueles que dispõem da visão perfeita, com certeza não podem avaliar a preciosidade que é ter noção de espaço, distâncias, cores - tudo o que os olhos oferecem todos os dias.
Por isso, ouvir o depoimento de uma senhora novaiorquina, cega, que mora sozinha, é oportuno.
Durante todo o inverno ela ficou dentro de casa a maior parte do tempo. Naquele dia de final de abril, a friagem amenizou e ela sentiu o perfume forte e estimulante da primavera.
Seus ouvidos escutaram o canto insistente de um passarinho do lado de fora da janela. É como se a pequena ave a estivesse convidando a sair de casa.
Preparou-se, tomou a bengala e saiu. Voltou o rosto para o sol, deu-lhe um sorriso de boas-vindas, agradecida pelo seu calor e a promessa do verão.
Caminhando tranqüila pela rua sem saída, escutou a voz da vizinha a lhe perguntar se não desejava uma carona.
“Não”, respondeu ela. As minhas pernas descansaram o inverno inteiro. As juntas estão precisando ser lubrificadas e um passeio a pé me fará bem.
Ao chegar na esquina ela esperou, como era seu costume, que alguém se aproximasse e permitisse que ela o acompanhasse, quando o sinal ficasse verde.
Os segundos pareceram uma eternidade. E ninguém aparecia. Nenhuma oferta de ajuda. Ela podia ouvir muito bem o ruído nervoso dos carros passando com rapidez, como se tivessem que conduzir os seus ocupantes a algum lugar, muito, muito depressa.
Por um momento se sentiu só, desprotegida. Resolveu cantarolar uma melodia. Do fundo da memória, recordou-se de uma canção de boas-vindas à primavera, que havia aprendido na escola quando era criança.
De repente, ela ouviu uma voz masculina forte e bem modulada.
“Você me parece um ser humano muito alegre. Posso ter o prazer de sua companhia para atravessar a rua?”
Ela fez que sim com a cabeça, sorriu e murmurou ao mesmo tempo um “sim”.
Delicadamente, ele segurou o braço dela. Enquanto atravessavam devagar, conversaram sobre o tempo e como era bom, afinal, estar vivo num dia daqueles.
Como andavam no mesmo passo, era difícil se saber quem era o guia e quem era o guiado. Mal haviam chegado ao outro lado da rua, ouviram as buzinas impacientes dos automóveis. Devia ser a mudança de sinal.
Ela se voltou para o cavalheiro, abriu a boca para agradecer pela ajuda e pela companhia.
Antes que pudesse dizer uma palavra, ele já estava falando:
“Não sei se você percebe como é gratificante encontrar uma pessoa tão bem disposta para acompanhar um cego como eu, na travessia de uma rua.”
***
Às vezes, quando nos sentimos sós no universo, Deus nos manda uma imagem semelhante para diminuir nossa sensação de isolamento e disparidade.
É sempre reconfortante conseguir perceber que, sejam quais forem as dificuldades e limitações que estejamos atravessando, sobre a terra existem outras tantas dezenas ou centenas de criaturas que, como nós, passam por situações semelhantes.
E, o mais importante, lutam e vencem. É a mensagem viva de bom ânimo da divindade para as nossas próprias vidas.